
A Palma de Ouro, o prêmio máximo do Festival de Cannes (Divulgação)
O Festival de Cannes não tem nada a ver com o Oscar. Nele, um filme filipino tem as mesmas chances de ganhar o prêmio de melhor filme (a Palma de Ouro) que um filme de Hollywood. Os finalistas não são cinco, mas 20 – o que dificulta muito as chances de se acertar uma previsão.
Foi um ano de muitos filmes violentos, em que os primeiros quatro dias tiveram filmes fracos, e depois uma sequência de ótimos filmes vieram até agora. O UOL Cinema perdeu três filmes da competição, e ainda falta ver outros três que passam entre hoje e sábado, na reta final – "Enter the Void", de Gaspar Noé (França); "Maps of the Sounds of Tokyo", de Isabel Coixet (Espanha) e "Visage", de Tsai Ming-Liang (Taiwan/França). Mas, como prever é preciso, aí vai uma lista de palpites dos mais cotados para a premiação deste domingo:
Palma de Ouro
- "Un Prophète" (Um Profeta), de Jacques Audiard (França)
- "Das Weisse Band" (A Fita Branca), de Michael Haneke (Alemanha)
- "The Time that Remains" (O Tempo que Fica), de Elia Suleiman (Palestina)
- "Les Herbes Folles", de Alain Resnais (França)
- "Bak-Jwi" (Sede), de Park Chan-Wook (Coreia)
Prêmio de melhor direção
- Os diretores dos filmes citados acima
Prêmio de melhor ator
- Tahar Rahim, o poderoso chefinho em "Un Prophète" (França)
- André Dussolier, o senhor genialmente maluco em "Les Herbes Folles" (França)
- Christoph Waltz, o terrível coronel nazista Hans Landa em "Bastardos Inglórios", de Tarantino (EUA)
- Steve Evets, o carteiro de coração mole em "Lookin for Eric" (Reino Unido)
- Niels Arestrup, o capo da Córsega que manda na prisão em "Um Prophète" (França)
Prêmio de melhor atriz
- Kim Ok-bin, a garota apaixonada que vira uma vampira diabólica em "Bak-Jwi" (Coreia)
- Katie Jarvis, a adolescente problemática de "Fish Tank" (Reino Unido)
- Imelda Staunton, a mãe histérica de um adolescente dos anos 60 em "Taking Woodstock" (EUA)
- Charlotte Gainsbourg, a mulher que ultrapassa todos os limites em "Anticristo" (Dinamarca)
- Giovanna Mezzogiorno, a amante rejeitada de Mussolini em "Vincere" (Itália)
Melhor filme da mostra Um Certo Olhar
- "Mother", de Bong Joon-ho (Coreia)
- "Irène", de Alain Cavalier (França)
- "Morrer como um Homem", de João Pedro Rodrigues (Portugal)
Outras categorias que não existem oficialmente, mas podem ser mencionadas como curiosidade:
Melhor retorno de um velho mestre
- "Les Herbes Folles", de Alain Resnais (França)
- "Vincere" (Vencer), de Marco Bellochio (Itália)
Filme superestimado pela crítica
- "Bright Star", de Jane Campion (Austrália)
- "Abraços Partidos", de Pedro Almodóvar (Espanha)
- "Anticristo", de Lars Von Trier (Dinamarca)
Melhor filme fofo
- "Looking for Eric", de Ken Loach (Reino Unido)
- "Taking Woodstock", de Ang Lee (EUA)
- "Up", animação da Pixar dirigida por Pete Docter (filme de abertura)
Filme mais sangrento
- "Kinatay", de Brillante Mendonza (Filipinas)
- "Bak-Jwi" (Sede), de Park Chan-wook (Coreia)
- "Un Prophète", de Jacques Audiard (França)
- "Enter the Void" (Entre no Vazio), de Gaspar Noé (França)
- "Anticristo", de Lars Von Trier (Dinamarca)
- "Vengeance" (Vingança), de Johnny To (Hong Kong)
(Acreditem, Tarantino não entrou nesta categoria desta vez)
(THIAGO STIVALETTI, Colaboração para o UOL, de Cannes)