UOL Cinema
20/02/2009

"The Times of Harvey Milk"

Documentário ganhador do Oscar em 1985, "The Times of Harvey Milk" foi a principal fonte de inspiração de Gus Van Sant para realizar "Milk – A Voz da Igualdade". O filme de Rob Epstein, que também ganhou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Sundance daquele ano, conta a história do militante gay de São Francisco que se tornou conselheiro municipal no fim dos anos 70, um período em que várias minorias passaram a ser representadas na câmara da cidade por conta das eleições distritais. Exibido na seção Panorama Dokumente do 59º. Festival de Berlim, o filme complementa com sobras o retrato ficcional elaborado por Van Sant em parceria com Sean Penn.

O documentário se divide entre duas linhas narrativas. Uma no passado, montada com a ajuda de imagens de arquivo, a maior parte de reportagens de televisão, que ajuda a estabelecer a trajetória de homem público de Milk – de ex-corretor da Bolsa em Wall Street a dono de uma loja de revelação de filmes, a militante da comunidade gay e político em São Francisco. A outra, no presente, reúne entrevistas com amigos e parceiros políticos dele. O filme culmina no assassinato do prefeito da cidade, George Moscone, e de Milk, pelo colega de ambos, Dan White, representante de outro distrito na Câmara Municipal. Mostra ainda como se desenrolou o julgamento de White, que resultou numa pena considerada branda.

Leia a resenha de "Milk - A Voz da Igualdade", com Sean Penn

Leia a cobertura completa do Oscar em UOL Cinema

"The Times of Harvey Milk" constrói um belo retrato do personagem, um homem com consciência da extensão de suas atitudes como político, disposto a lutar pelo bem comum das minorias e de toda a população. O filme foi lançado nos Estados Unidos em fevereiro de 1985, meses depois de White ganhar a liberdade. Vê-se que havia uma agenda por trás do trabalho: o de mobilizar a opinião pública em torno de um assassino que não mereceu o castigo ideal. Um pequeno porém: o filme não dá voz aos envolvidos no julgamento, tanto menos os jurados ou os advogados da promotoria – diretamente responsáveis pelo veredicto. Naquele mesmo ano, em outubro, Dan White cometeria suicídio por inalação de gás carbônico, na garagem de sua casa.

Assista ao trailer em ingles do documentário "The Times of Haver Milk"

Por Redação às 16h39

Primeiros pôsteres de "Bastardos Inglórios", de Quentin Tarantino

Saíram os três primeiros pôsteres de "Bastardos Inglórios", filme de Quentin Tarantino estrelado por Brad Pitt. O filme conta a história de um grupo de soldados americanos de origem judaica enviados a uma missão suicida a partir da França ocupada pela Alemanha nazista. A tarefa deles é assassinar soldados de Hitler da forma mais cruel possível, causando temor no front. Além de Brad Pitt, o filme tem no elenco as estrelas alemãs Diane Kruger, Til Schweiger e Daniel Brühl.

Veja abaixo os cartazes:

Assista ao trailer legendado de "Bastardos Inglórios".

Por Redação às 13h05
15/02/2009

Sigilo total em "Anjos e Demônios"

Pierfrancesco Favino, Stellan Skarsgard e Ewan McGregor têm algo em comum. Além de todos terem sido extremamente simpáticos com os jornalistas estrangeiros nas coletivas de imprensa que concederam hoje, nenhum deles pôde falar muito sobre seus personagens em "Anjos e Demônios", nova adaptação de um livro de Dan Brown para os cinemas. Explica-se: o trailler dava dicas, Ron Howard comentou e os atores confirmaram - vários pontos da trama criada por Brown foram alterados para a versão das telonas.


Sempre que um livro é transformado em filme, algumas tramas paralelas e mesmo alguns personagens, eventualmente, são omitidos, assim como detalhes que, apesar de significativos para os leitores, não têm espaço nas costumeiras duas horas de produção (quem leu a saga de Harry Potter e viu os longas do estudante de Hogwarts - para citar um caso bem recente - já está acostumado com isso). Porém, as mudanças no longa de Howard parecem ter ido um pouco além.

Assim, as alterações mais significativas - pelo que foi mostado até agora - são:
1) Favino interpreta o comandante de polícia Olivetti. No longa, ele será o responsável por pedir a colaboração do professor Robert Langdon no caos que ameaça tomar conta do Vaticano. No livro de Brown, porém, Olivetti é chefe da Guarda Suíça (o "exército" do menor país do mundo) e além de não ser nem um pouco simpático com Langdon ou Vittoria Vetra (a cientista que acompanha o professor no decorrer da história), é o primeiro a não levar a sério a ameaça que ronda a igreja católica.

2) Skarsgard encarna Richter, um personagem que não existe no livro. Richter assume o que seria a posição de Olivetti na publicação, e é o chefe da Guarda Suíça, sobre o qual podem rondar algumas suspeitas pelos acontecimentos da história.

3) McGregor, o camerlengo Carlo Ventresca, não será italiano, mas sim irlandês. A mudança, por si só, não é extremamente relevante, mas tendo em vista que vários pontos da ótima aventura de Langdom foram alterados, sabe-se lá o que uma nova nacionalidade pode significar na trama.
(Heloísa Dall'Antonia, de Roma)

Por Redação às 17h00

Diário de Berlim: Curiosidades da cerimônia de entrega dos prêmios

Mais curta do que a cerimônia de entrega do Oscar, a distribuição de prêmios dos festivais europeus segue um protocolo completamente diferente. Em geral, duram apenas uma hora, incluindo aí todo o circo do tapete vermelho. E são os jurados e o diretor do evento quem anunciam e entregam as estatuetas. No entanto, surpresas podem acontecer, como na festa de sábado (14), que não foi televisionada para o Brasil. Aqui, algumas delas:

 

  • A atriz peruana Magaly Solier (foto) já havia dado um pequeno exemplo de seu talento vocal na entrevista coletiva após a primeira exibição de "La Teta Asustada" na Berlinale. Ela cantou para os jornalistas o trecho de uma das músicas do filme na língua quechua. Por isso, o diretor do festival, Dieter Kosslick, insistiu para que ela repetisse a palhinha no palco do Berlinale Palast quando a equipe do filme se juntou à diretora Claudia Llosa para receber o Urso de Ouro. "Tenho que agradecer infinitamente a minha mãe , todas as mulheres e a todos vocês", disse ela, antes de cantar. "Eu dedico esse prêmio para a minha mãe e ao meu país, o Peru."
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  • O argentino Adrián Biniez, diretor do filme uruguaio "Gigante", subiu ao palco do Berlinale Palast três vezes. Com um inglês que ele mesmo classificou de "pobre", contou com a ajuda da atriz Leonor Svarcas para fazer o discurso de agradecimento pelo primeiro Urso de Prata recebido por ele na noite, o de melhor filme de estréia, concedido por um júri especial. Na terceira vez, sozinho no palco, admitiu que não sabia mais a quem agradecer - e lembrou mais uma vez da mãe, citada todas as vezes. O mesmo aconteceu durante as rápidas entrevistas coletivas concedidas após a premiação. Ao ser questionado sobre como comemoraria, ele disse: "Provavelmente vou ficar bêbado e fazer outras coisas que não posso dizer aqui!"
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  • Com inclinação a fazer longos discursos, o malinês Sotigui Kouyaté, Urso de Prata de melhor interpretação masculina por "London River", já demonstrara sua eloqüência na entrevista coletiva após a primeira sessão do filme. Na cerimônia de entrega dos prêmios, ele não se fez de rogado.
    Repetiu a dose e, sentado em uma cadeira, por conta da saúde frágil, fez um pequeno discurso de agradecimento que durou mais de quinze minutos. O público presente no Berlinale Palast
    o interrompeu com aplausos por duas vezes. "Não adianta vocês me aplaudirem", disse, sorrindo. "Quanto mais fizerem isso, pior vai ser, porque vou continuar falando sem parar!"
  • (Alessandro Giannini, de Berlim)

    Por Redação às 15h39

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